Meu relacionamento
foto: Wesley Almeida

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O sonho da aposentadoria pode embalar  viagens ao redor do mundo, a mudança de cidade quem sabe até do país, mas isso não é para todos.

Se há uma coisa que parece ser cada vez mais impossível de acontecer, talvez, seja a chegada da aposentadoria.  Mas o caminho para chegar até aqui não é fácil a ninguém.
Ainda muito jovem, com o fim da primeira fase dos estudos,  com maturidade ou não,  já somos obrigados a escolher uma profissão.
A referencia que se tinha em mãos era apenas informações de algum profissional amigo ou o Guia do Estudante em que se pautava na profissão de maior rentabilidade.  E o desejo de  garantir a tranqüilidade  financeira sempre foi objeto de conquista.
Nas conversas e nos conselhos dos pais e amigos mais velhos, sempre estavam a carreira militar ou a aprovação em qualquer que fosse o concurso público, como meios de garantir tal estabilidade.

Mas as coisas não são fáceis para muita gente, pois mesmo imaginando estar fazendo o curso dos sonhos outras coisas teimam em cruzar o caminho do estudante sonhador. Seja a dificuldade em conciliar o trabalho e os estudos, as horas de sono que não dão tréguas, a dificuldade financeira,  etc. Somado a tudo isso ainda pode aparecer a dúvida sobre a aptidão para o curso que se pretende graduar  ou a dificuldade em preservar o trabalho que garante os pagamentos da faculdade.
Sem muitas opções, está à nossa frente o terror do desemprego que coloca em xeque a própria subsistência ou a realização de um sonho.
De uma maneira ou de outra, a pessoa que chega às portas de sua aposentadoria,  depois de ter  percorrido e vencido ao longo dos anos, seus desempregos e muitas outras crises, certamente, tem muita história para contar e outras que ainda a faz  sonhar.

O sonho da aposentadoria pode embalar  viagens ao redor do mundo, a mudança de cidade quem sabe até do país. Há quem queira se dedicar ao voluntarismo às grandes causas ou apenas ficar com a família e outros que se contentarão em jogar baralho na praça com outros aposentados.
Salvo uma pequena parcela da população conseguiu  fazer suas economias ao longo da sua vida profissional , essas  podem realmente se sentir preparadas para  aproveitar dos dias sem ter a preocupação de marcar o ponto.
Para uma outra grande parcela, a situação não é nada favorável. Pois para quem já tem cumprido o tempo de contribuição ou o seu tempo de serviço,  perceberá que seus rendimentos podem não custear os próprios gastos com a saúde  ou são insuficientes para a manutenção da casa. Diante das realidades essas pessoas são obrigadas a voltar ao mercado trabalho.  Dessa vez, digladiando com um novo adversário que se junta àqueles tão bem conhecidos no começo de sua  carreira profissional. – A discriminação.

Um abraço

Dado Moura

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