Meu relacionamento

bracos.jpgExistem situações que, por vários motivos, gostaríamos que jamais tivessem acontecido. Seria muito interessante se diante de tais circunstâncias pudéssemos simplesmente voltar os ponteiros do relógio, como num filme de ficção ou se, de repente, como num flash, saíssemos do problema despertando daquilo que parece ser um grande pesadelo.

Sabemos que não existe uma máquina do tempo ou um mágico que pudessem realizar nossos desejos, transformando as situações diante dos nossos olhos… Se fosse possível, muitos pagariam qualquer soma de dinheiro para possuí-los. Por outro lado, se isso acontecesse, seguramente estaríamos cada vez mais concentrados em nosso egoísmo e privados do aprendizado, pois diante das menores dificuldades não hesitaríamos em lançar mão de tais artifícios.

É desejo de Deus que sejamos um, vivendo num só propósito, um só coração!
Se atentarmos à composição de uma corda, percebemos que a mesma não é feita de um único fio, mas de várias delicadas fibras, as quais se romperiam se tentássemos amarrar alguma coisa com elas.

Encontraremos também em nossas comunidades particulares, semelhante unidade presente entre as fibras de uma corda. Somos em geral como estas “fibras” que compõem uma grande “corda”, a qual se dispõe em realizar seu propósito e missão, isto é, sustentar, socorrer ou servir como extensão de nossos braços a quem poderia vir necessitar de socorro ou especial atenção.
Por menor que seja nossa célula familiar, esta se compõe do número exato de “fibras” necessárias para constituir a “corda” que servirá de sustento a cada um dos seus membros. Sabemos que todos enfrentamos dificuldades e isso não isenta nenhum de nós de ora socorrer, outros momentos,  ser socorrido dentro de nossa comunidade.

Haverá momentos em que um filho necessitará de socorro, por vezes, será o pai que também necessitará do socorro dos filhos, ora o irmão, ora a mãe… Dentro de nossa necessidade particular, precisaremos abrir o coração para o socorro e a docilidade para acolher a ajuda, pois nessa hora, diante da dificuldade de um dos membros, todas as outras pequenas “fibras” vão se unir para servir de resgate a quem corre o risco de ser arrastado pelas impetuosas correntezas do desânimo, medo, fadiga, ilusões… Ou até mesmo da dúvida sobre tudo o que acredita e professa. Do contrário, qualquer outra atitude, estaríamos nos comportando como aqueles que fazem parte da “correnteza” que arrasta, ao invés da “corda” que  resgata.

A grandeza e a valorização dessa nossa comunidade se consolida quando percebemos a importância da ajuda de pessoas, que sozinhas nada poderiam fazer, entretanto, tal como as fibras de uma corda, essas pessoas se esforçam no mesmo propósito imbuídas no mesmo desejo de viver aquilo a que foram chamadas – viver num só propósito e num só coração.

Dessa maneira, a alegria e a harmonia voltarão a reinar em nossa primeira comunidade e poderemos dizer: Como é linda a nossa família!

Deus abençoe sua casa e nos faça sensíveis a esta grande realidade.

Abraços,

Dado Moura

super_heroiDoce infância quando na inocência de criança e tomando como modelos os personagens super-heróis, imaginávamos possuir poderes para nos tirar das dificuldades das quais pareciam instransponíveis no nosso universo infantil.

Diante das impossibilidades em resolver os “probleminhas” de criança, a gente soltava um forte e sonoro “ manheeeeee”… na certeza de termos não somente a ajuda da mãe, mas também, sua intercessão junto ao nosso pai, naquilo que poderia ser necessário. Sabíamos que a pedido da mamãe, nada seria negado, diante daquele que considerávamos ser o “poderoso”.

Como crianças, apressamos em tomar nossas decisões de adultos. Escolhemos nossos próprios caminhos e tentamos ser dono do próprio tempo. Hoje, envolvidos em nossas preocupações cotidianas, defrontando com as dificuldades peculiares do nosso tempo, reconhecemos que não somos detentores de super poderes, não temos varinhas de condão. A única coisa que podemos tocar é a responsabilidade e compromisso que nos foi confiado. Muitos de nós necessitamos, outra vez soltar aquele mesmo forte e sonoro “manheeee”; entretanto, teríamos que ter a coragem em acrescentar: – rogai por nós!

Longe da visão infantil, percebemos que a força e o poder do nosso herói genitor não conseguirá vencer a força implacável do tempo; mas continuam seus combates particulares sustentados pela graça da decisão da retomada da fé.

Na segurança e aconchego do colo da “Mãe do Perpetuo Acolhimento” busquemos a força restauradora para combater o bom combate, terminando nossa carreira guardando a fé(ref. II Tim 4,7), a nós confiada.

Um abraço

exigenciasPodemos pensar que a participação das pessoas em nossas vidas não tem outro sentido a não ser de se apresentarem como colegas, namorados, amigos, cônjuges ou parentes.

Contudo, através de nosso comportamento e do testemunho silencioso de nossos atos, um vínculo mais profundo, a partir de nossas amizades, se dará e seremos capazes de promover o crescimento na vida de cada um dos nossos.

O conhecimento das aspirações, da realidade e dos desejos daqueles com quem convivemos se faz necessário, na transparência dos nossos relacionamentos. Este exercício não é uma particularidade apenas da vida conjugal, mas deverá acontecer em todos os âmbitos de nossos relacionamentos interpessoais.

Para que isso realmente possa acontecer, precisamos viver a experiência do outro, por meio de um relacionamento transparente, sem mentiras ou subterfúgios e com a sabedoria daqueles que também precisarão saber advertir, ouvir e aprender quando necessário.

Acredito que para atingirmos a excelência da transparência, devemos estar abertos também à complacência, à reciprocidade na abertura para o conhecimento e respeito das demais realidades.

Atentemos para que as nossas interferências na vida daqueles que nos rodeiam sejam salutares e que possamos aprender também com seus testemunhos.

Para nos guiar nessa direção, temos Jesus Cristo como exemplo que, na Sua transparência exerceu com a complacência uma perfeita intimidade nos Seus relacionamentos.

Deus esteja presente em nossos relacionamentos.

mestres.jpgNão é raro perceber que nos últimos tempos, empresários e representantes políticos, escolhidos para administrar o dinheiro público, ensinam técnicas inteligentes aplicadas para burlar o fisco, defendem dispositivos legais visando a impunidade por atos ilícitos ou simplesmente usurpam direitos, tirando vantagem em nome próprio.
Alguns profissionais da saúde, os quais se dedicaram em estudos para minimizar o sofrimento e a dor, hoje, palestram em defesas de dispositivos que venham a autorizar a liberação da morte para quem ainda não nasceu ou encurtar a vida para aqueles que sofrem com doenças as quais a ciência ainda não conseguiu vencer. Ha outros que lucram tirando vantagens do sofrimento alheio.

E infelizmente, não muito longe de nossos olhos, percebemos que antigos empregados, tomando posse dos anos prestados de serviços para a mesma empresa, suavizam ou relaxam as normas e procedimentos, sendo maus exemplos para os seus subordinados. Professores que foram investidos na missão de tirar a muitos do calabouço da ignorância, relaxam no seu ministério, transferindo para o Estado a culpa por não proporcionar melhores condições de trabalho.

Se pudéssemos questioná-los, certamente se defenderiam com mil desculpas, maquiando conceitos e numa linguagem “politicamente correta”, se justificariam com respostas defensoras da modernidade dos pensamentos, da validação e defesa do proprio direito como pessoa ou simplesmente da famosa lei da vantagem.

Não podemos ser levianos ao que aprendemos ou nos permitir ser levado por conceitos proposto por aqueles que parecem ter sido preparados para desencaminhar a outros.

“Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas.” (II Timóteo 4,3)</i>

Estejamos atentos as doutrinas que desejamos ensinar em nossa missão como pais, filhos, profissionais liberais, representantes políticos, etc., pois sempre teremos ao nosso lado um discípulo sedento pelo conhecimento e formação.

Abraços

amorfere.jpg

A idéia que temos sobre o amor se faz de pessoas desejosas em fazer a vontade do outro e de querer favorecer momentos de felicidades. Mesmo ainda dentro da limitação humana, somos impulsionados pelo desejo de fazer com que o outro se realize com a nossa presença e apoio.

O amor nos realiza, nos completa, nos estimula a querer sempre a continuar a caminhada, apesar dos caminhos parecerem difíceis. Mesmo com todos esses exemplos, não é difícil perceber que existem pessoas que sofrem por amar.

Como conceber a idéia de um amor que fere?
Somos responsáveis por aqueles que passam por nós. Isso significa ajudar no seu crescimento, favorecer o ensinamento através da partilha, da reconciliação e do testemunho. Quem ama, precisará estar disposto a viver a eterna reconciliação. Esta prática nos forma e nos ensina a aspirar pelas virtudes, matando as nocivas tendências do homem natural. Do contrário, não seria possível testemunhar o amor que ainda inflama relacionamentos de casais por 25, 30, 40 anos… ou de amizades que se sustentam durante toda uma vida.

Muitas pessoas ainda perambulam por este mundo, se recusando a ser amadas, ou tentando reter o amor que foi plantado na sua alma e que clama ser partilhado com as pessoas que estão ao seu lado. Desta maneira, podemos estar matando aqueles que têm a nos oferecer o “combustível” para a nossa felicidade e estímulo para dizer: Vale a pena amar!

Essas pessoas sofrem porque não foram criadas para ser reservatórios de amor, nem para viver uma clausura que não traz a liberdade da alma de quem repousa na plenitude do puro e fiel sentimento.

Há quem fere os que amam destratando, agredindo fisicamente, subestimando, aprisionando… Mas, também há aqueles que ferem o amor ao se negar a serem amados. Filhos ferem o amor quando se recusam a aceitar o amor puro e fiel de seus pais; irmãos se ferem quando se recusam a aceitar o amor fiel, expresso na amizade fraternal; esposos ferem suas amadas quando se detêm em princípios egoístas. Ferimos a Deus quando recusamos a ser conduzidos por Sua vontade.

Há quanto tempo estamos deixando de ser felizes, sabendo que está no outro o nosso complemento?

Sempre que inflamados pelo desejo de romper com nossos laços afetivos, lembremos que ao romper com nossos relacionamentos estaremos estacionando no vácuo de todos os sentimentos.

Que Deus nos dê a graça por aspirarmos pelas virtudes!  

É essa reflexão que quero partilhar com você. Você poderá entender melhor e fazer seus comentários, ouvindo meus comentários adicionais, clicando nas palavras em destaque.

Até breve,

 

amiga.jpgA diferença entre nossos amigos e nossos pais não está unicamente no conselho.

Somos seres sociáveis, vivemos em comunidade e precisamos dela para viver o crescimento na missão a que fomos chamados e exercitar a nossa capacidade de decisões.
Esse exercício começa em casa, passando a ser vivenciado na escola e nos acompanha durante a nossa vida em nossos relacionamentos com os amigos. Contudo, os amigos não conseguem atingir a intimidade profunda existente na amizade entre pais e filhos. leia mais

desisto.jpgA atitude de romper um relacionamento com essa ou aquela pessoa, nos parece ser o gesto mais apropriado quando nos sentimos injustiçados.

A convivência com o nosso semelhante nos traz ensinamentos e nos ajuda a desenvolver a arte da assimilação diante de uma nova situação. De maneira especial, buscamos sempre estabelecer alianças duradouras com quem convivemos e, nessa convivência conflitos e tribulações nos relacionamentos não serão uma raridade, quer seja em família, com vizinhos ou em qualquer outro meio social. leia mais

sutilezas.jpgMuitas vezes damos maior relevância ao ritmo do “tic-tac” do relógio do que à missão que nos foi conferida.

Durante toda nossa vida, fazemos repetidamente muitas coisas, que misturadas à mecanização daquilo que já estamos habituados a fazer, muitas vezes passam desapercebidas a importância das sutilezas. Começando pela qualidade do nosso “bom dia”, pois muitas vezes, nesta saudação nem sempre está contido o verdadeiro interesse em se desejar que a pessoa saudada tenha um “bom dia”. leia mais

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