Meu relacionamento

mentira.jpgPrimeiro de Abril – um dia em que, por razões desconhecidas, alguém com muita pouca intimidade com a verdade ou com grande inclinação para promover tumultos, tenha estimulado e convencido a outros a praticar aquilo que lhe era peculiar: Mentir!


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De repente, um fato toma proporções incontroláveis e cruza o país sem que ninguém possa confirmá-lo.
Já ouvimos histórias sobre moedas de 1centavo, que teriam sido cunhadas em ouro branco; ou outras mais estranhas, como por exemplo, que quem se expõe por muito tempo na chuva teria um envelhecimento precoce.

Não sabemos de onde vêm nem tampouco como surgem os grandes boatos. Muitas vezes, eles surgem a partir de um fato que realmente aconteceu; outras vezes, por algumas pessoas que fazem suas próprias conjecturas e começam a divulgar uma história, que, de fato, estaria muito longe da verdade.

Nãopodemos nos esquecer de relatar também outros boatos envolvendo personalidades do meio televisivo “assassinadas” pelos boatos, ou cujos casamentos teriam sido rompidos, assim como histórias fantasiosas de adultérios e tantas outras invenções, que acabam sendo massificadas nas conversas dos mais ávidos por novidades.

Com a facilidade oferecida pela tecnologia, atualmente, qualquer pessoa tem acesso a uma página na Internet, a um blog, assim como pode facilmente divulgar, através do correio eletrônico, uma fofoca para uma infinidade de pessoas através das comunidades virtuais.

Foi-se o tempo em que as mentiras, boatos ou fofocas ficavam somente nas fronteiras dos muros, portões ou peitoris das janelas das comadres, que quase sempre começavam suas conversas com a famosa expressão: “Deixa eu te contar uma coisa….” e a partir disso muita coisa fluía…

E como bem diz o ditado popular que “O uso do cachimbo faz a boca torta”, se começarmosa lançar mão de pequenas “mentirinhas”, quer seja no dia Primeiro de Abril, quer seja nos outros 364 dias do ano, facilmente poderemos adquirir o hábito de nos envolver num mundo irreal, no qual se tornaria difícil para a própria pessoa perceber se o que diz é realmente uma verdade ou uma mentira.

Assim, nos precavendo dos encalços dos maus hábitos, tomemos como regra a instrução: “Protege seus ouvidos com uma sebe de espinhos; não dê ouvidos à língua maldosa, e põe em tua boca uma porta com ferrolhos” (Eclo. 28, 28). Deste modo, tomaremos o cuidado de, antes de fazer qualquer comentário, refletir sobre a veracidade e a necessidade de se propagar uma notícia, pois muitos homens morreram pelo fio da espada, mas não tanto quanto os que pereceram pela sua própria língua (confira Eclo. 28,22).

Deus abençoe o nosso proceder a cada situação.

Abraços e até o próximo encontro

Dado Moura

filhos.jpgProblemas de relacionamentos, podem ter se iniciado pela ausência ou pela pouca atenção para aquilo que pode ter sido considerado irrelevante pelos pais, na época.

Sempre haverá um momento em que estaremos remontando nossa história de vida, quer seja por meio de nossas memórias ou dos momentos registrados por antigas fotografias. Em uma fração de segundo, somos transportados para o exato momento em que imortalizou-se aquela emoção, lembrando as conversas, os risos, congelados naquelas fotos.
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Muitos de nós ainda nos lembramos das brincadeiras e passeios que tiveram a participação “especial” de nossos pais. Em contrapartida, nossos pais também se recordam de nossas pronúncias “erradas” ao balbuciarmos as primeiras palavras.

Como poderiam ser remontados esses doces momentos, se não houvesse uma disponibilidade para essa convivência?

No estresse de um dia tumultuado de trabalho, ou ainda sob os efeitos da adrenalina, resultado dos engarrafamentos ou de pessoas mal-humoradas, podemos chegar em casa sem muito desejo de conviver. Com o tempo, os gracejos e brincadeiras de nossas crianças deixaram de existir e com elas estariam também desaparecendo os protagonistas de nossa história, que poderia ter sido remontada no futuro.

Muitos falam sobre o perigo de uma criança mimada. Por outro lado, conhecemos adultos e adolescentes que vivem problemas de relacionamentos, os quais podem ter se iniciado pela ausência ou pela pouca atenção para aquilo que pode ter sido considerado irrelevante pelos pais, na época.

Sabemos que na modernidade do tempo atual, é exigido não somente dos pais, mas também das mães uma certa dose de ausência devido ao trabalho, o que para muitos de nós, não aconteceu durante nossa infância. Diante disso, precisamos buscar a qualidade dos momentos disponíveis nos poucos momentos oferecidos aos nossos filhos.

Essa qualidade poderá estar escondida na simplicidade de ser outro competidor através de um “joystick” ou numa brincadeira inocente em que um abraço aconteça como resultado da vitória. Na fantasia infantil, poderá ser exigida a nossa transformação em bandido que foge desesperadamente do mocinho; ou ainda suar na tentativa de se esconder atrás do sofá. Radicalizando um pouco mais, nossas crianças poderão até exigir que nos tornemos confeiteiros de biscoitos em forma de bichinhos, carrinhos, florzinhas ou que façamos bolinhos-de-chuva para tomar o chá na casinha de bonecas.

Antes que a sensação de estarmos saindo fora da “órbita familiar” nos lance para o “espaço sideral”, busquemos reaquecer nossa história comunitária de família. A convivência entre pais e filhos, sem dúvida, é que construirá, de maneira saudosa, nossa futura história familiar. Mesmo que tais momentos não sejam registrados pelas lentes fotográficas, eles estarão gravados, de maneira indelével, no coração dos nossos pequenos, os quais não fazem questão de registrar o tempo de convivência, mas vivem intensamente os momentos de longas gargalhadas.

Deus nos abençoe neste santo desafio,

Abraços e até o próximo artigo.

Dado Moura

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Num ciclo de 24 horas, presenciamos a repetição do amanhecer e do anoitecer. Lentamente a escuridão, que repousava sobre a terra, rasga o véu para os primeiros raios de sol do novo dia. Pode-se ter a impressão de que esse movimento é uma eterna repetição, mas através da solidariedade da noite, em ceder parte das horas do dia para sol, é que acontece o milagre do amanhecer.

Imagina-se que para que aconteçam milagres sejam necessários movimentos de nuvens em redemoinhos ou que a luz do sol escureça e um grande trovão sacuda a terra… Entretanto, quando menos se espera, em meio aos acontecimentos, surge o que mudaria suavemente a direção das coisas.

É a nobreza da solidariedade que produz o milagre de um “novo dia” em nossas vidas.

O milagre para um paralítico aconteceu quando alguns de seus amigos resolveram descê-lo, através de um buraco aberto no telhado, junto a Jesus. (cf. Lucas 5, 17-20). Muitos outros poderão acontecer minimizando a fome, o frio, a discriminação social, a inimizade, guerras e perseguições…quando a virtude da solidariedade emergir em nossas vidas.

Há uma imensidão de pessoas sedentas de presenciar milagres em suas vidas. Outras tantas, desejam ser objeto dessa graça; contudo, poucas desse universo estão dispostas em se solidarizar em seus conceitos com as demais.

O milagre da ressurreição em nossas vidas poderá acontecer quando decidirmos ceder ou reavaliar aquilo que fixamos como ‘meu fundamento’, ‘minha verdade’ ‘meu jeito’,etc.. Do contrário, a luz da alegria em nossas convivências não poderá atingir as sombras que ofuscam o brilho de nossas almas.

Qual seria o milagre desejado por aqueles que estivessem se afogando? Não seria o socorro de um salva-vidas o objeto de seu desejo? E para aqueles infelizes, que não estão presentes no mundo, mas já estão na lista dos condenados à morte ainda no ventre materno, não seria a própria vida o seu maior milagre?

O milagre que estamos necessitando, no dia de hoje, está na disposição em viver a graça do momento presente. Este poderá depender da solidariedade que carece nas nossas convivências particulares.

Deus abençoe seu dia

 

Você é convidado a ouvir meus comentários adicionais sobre o tema proposto.

 

 

Um abraço e até o próximo artigo.

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Há quem sinta calafrios ao verificar que no amanhecer do novo dia o calendário marca sexta-feira 13. A superstição faz parte do folclore e existem muitas acerca desta data.

Como ingrediente folclórico, tais superstições foram ricamente utilizadas para ilustrar as histórias contadas por nossos avós.

Algumas pessoas têm medo de gato preto, de passar debaixo de escadas, sair da cama pisando com o pé esquerdo e, há outras ainda que acreditam que uma pata de coelho possa trazer-lhes sorte. Se isso fosse verdade, o coelho seria o animal de mais sorte na face da terra! Afinal, se uma pata de coelho trouxesse sorte, imaginemos quão “afortunado” deveria ser este animal tendo quatro delas!

Alguns tentam, a partir de seus apegos exagerados, projetar o futuro fundamentado em eventos ou em sinais casuais. Para aqueles que temendo o desconhecido, buscam personagens folclóricos, podem correr o risco de encontrar sacis-pererês no centro dos rodamoinhos ou sair numa caça sem precedente aos gatos pretos.

Falamos de um dia específico, em que a crença do mau agouro o teria escolhido para habitar. Muitas situações de dificuldades foram vividas e tampouco foram marcadas pela sexta-feira 13. Dentro dessa perspectiva teria este “dia de azar” se confundido na matemática dos cálculos, quando aconteceram os ataques de 11 de setembro contra o World Trade Center? Estaria ainda o gato preto atordoado ou perdido, que ainda circula nas regiões de conflitos no Oriente?

Buscamos por dias melhores, protegidos de todos as maldades e dificuldades que nos rodeiam, mas cremos não em uma proteção depositada em amuletos, mas na confiança da certeza de que “Como Jerusalém está toda cercada de montanhas, assim o Senhor envolve Seu povo, agora e sempre” (Salmo 125:2).

Assim, a sexta-feira 13 poderá no máximo, continuar contribuindo para a elaboração de cenários das histórias que, embalados pelo brilho da “lua cheia”, fluirão nas imaginações de alguns contadores de fantásticas fantasias.

Que Deus abençoe todos os seus dias!

Convido-o a ouvir nosso comentário adicional.

Abraços

Dado Moura

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