Meu relacionamento

Saber aceitar as mudanças

Saber aceitar as mudanças – mediante os desafios que surgem –, não é uma tarefa fácil.

Na oportunidade de conversar com alguém mais velho, temos a chance de aprender a resolver e a enfrentar nossos problemas, quer seja acolhendo seus ensinamentos ou apresentando as dúvidas de quem está apenas começando a viver.

Conversar ou partilhar nossos questionamentos com esses mestres seria como adentrar na “biblioteca da vida”. Uma biblioteca que não tem seu acervo escrito por grandes personalidades ou por renomados escritores. Mas neste volume estão os registros daquilo que buscamos aprender, cuja capa tem a textura da pele marcada pela idade, as pautas foram sulcadas no coração e os vocábulos traduzidos em emoções e sentimentos.
Se aprender com os livros é bom, acolher o aprendizado a partir da experiência de alguém já vivido será melhor ainda.

Para todos nós, que somos ainda aspirantes na jornada da boa convivência, vamos aprender que dentro de um relacionamento é importante desenvolver certa flexibilidade, a fim de evitar maiores desgastes.
Reconhecemos que quase sempre, gastamos muito tempo da nossa vida, empreendendo grandes esforços para coisas que não passam de implicância, teimosia; por algo que satisfaz apenas a um capricho.
De uma maneira ou de outra, na imaturidade nossa de cada dia, queremos interferir diretamente no tempo ou na vida do outro. Isso acontece desde as nossas implicâncias com a meteorologia, quando queremos que não chova para passear, até outras que envolvem a convivência a dois.

As vezes, queremos que a pessoa adivinhe ou faça aquilo que ainda está somente no nosso pensamento. Por outras, queremos impor as nossas vontades ou conceitos e, se acaso alguma coisa não sai com pretendíamos, criticamos ou nos negamos a acolher os fatos.
Todavia, esquecemos que a vida partilhada é constituída entre duas pessoas que passarão a viver novos hábitos. Isso nos faz crescer aos poucos e juntos com quem convivemos.

É muito comum para os recém namorados e aos recém casados exigirem do namorado ou do seu cônjuge mudanças imediatas para aquilo que o outro tem como perfil. Diante de nossas “implicações” permitimos que o caos no ambiente seja instalado e consequentemente deixamos de viver outras coisas que fomentaria a relação, simplesmente, porque queremos que a pessoa venha assimilar hábitos que são nossos.

Comparando as nossas experiências com aquelas de quem é mais vivido, perceberemos que é preciso sensibilidade e coragem para nos deixar moldar e ser moldado; lembrando que é a o partir da intima convivência que teremos novos comportamentos, influenciados lentamente pela presença do outro e vice-versa.
Isso a gente percebe nos casais que têm longos anos de caminhada. A semelhança desses casais em atos e na maneira de pensar, nos faz imaginar que ambos nasceram um para o outro, quando na verdade, o casal se deixou moldar por aquilo que seria – o denominador comum do relacionamento –  o resultado da personalidade de ambos.

Certamente, acolher novos posicionamentos – mediante os desafios que surgem não é uma tarefa fácil, mas será ainda mais difícil se relutarmos em fazer uma nova leitura dos acontecimentos ou negarmos em ser um pouco mais flexíveis naquilo que trazemos como “nossa regra”.
Remédios não são agradáveis, mas necessários para a cura! Se não estamos pré-dispostos a aceitar os “medicamentos” de quem tem autoridade para “receitá-los”, mais lentamente experimentaremos a sensação de bem-estar.

Abraços

Dado Moura

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1 Comentário

  1. Realmente, um relacionamento só pode ser duradouro quando permite ao homem e a mulher que mantenham sua essência, liberdade e individualidade, porém estando abertos para mudanças que podem ser benéficas para eles mesmos e para a relação. Só quando cada um está satisfeito consigo mesmo e com o outro é que se pode construir uma relação feliz.

    Relacionamento saudável é quando um completa o outro, com suas qualidades e características distintas, que com o tempo vão se adequando umas às outras.

    Doutor Casamento

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