Meu relacionamento

Aceitamos e justificamos os nossos erros, mas não suportamos os deslizes do outro.

A cada novo dia vivemos novas experiências e sempre temos decisões a tomar. Em razão dessas escolhas podemos acertar ou errar.
Na vida a dois, reconhecemos que algumas atitudes assumidas foram malsucedidas, contudo, não deixam de fazer parte da nossa história. Sem haver a menor possibilidade de apagar os erros do passado, deles só podemos tirar a lição de não reincidir nos mesmos enganos.
Ainda que as pessoas nos alertem sobre alguns cuidados para evitar os sofrimentos, em alguns momentos, estaremos arriscando a nossa liberdade – mesmo não sendo intencional – de também errar. leia mais

Arrogância, sinônimo de poucas amizadesA pessoa vive no egocentrismo como se todos os outros existissem somente para servi-la.

Um bom relacionamento não se faz apenas na atitude de checar uma lista de procedimentos num manual de operações ou seguir algumas receitas deixadas por aqueles que nos precederam. É claro que a vivência dos mais velhos será válida como ponto de referência para aqueles que ainda estão aprendendo a arte do conviver.

Em nossos convívios, nem tudo aquilo que foi um procedimento acertado para uma pessoa, necessariamente, será aplicável como uma “receita de sucesso” para outra. Aliás, quando preparamos alguma coisa, seguindo uma receita, o resultado pode até ser satisfatório, mas, sem dúvida, tende a ficar melhor quando ousamos “personalizar” o prato; seja no tempero ou na quantidade de açúcar. leia mais

Transformando os problemas de relacionamento em desafiosComo transformar os problemas de relacionamento em desafios de superação?

Quando falamos dos desafios e dos problemas do dia a dia, logo imaginamos uma grande pedra em nosso caminho. Nessas circunstâncias é difícil vê-los como uma oportunidade de aprendizado. É fato que, num primeiro instante, podemos ter a impressão de que tais fatos foram a pior coisa que poderia ter nos acontecido… Sabemos que nenhuma dificuldade é eterna. De alguma forma, sempre haverá alguém que já tenha enfrentado situações semelhantes e que, após as terem assumido e se preparado para as soluções alternativas, lhe foi possível fazer dessa experiência uma lição de vida.
Muitos momentos, quando olhamos para tras, pareciam não ter solução. Mas, hoje, essas histórias fazem parte de nosso currículo de “causas superadas”.
Uma vez entendido como equacionar esses problemas, eles vão passar e, como muitos outros, vão nos tornar mais fortes e maduros. leia mais

A dificuldade da reaproximaçãoA dificuldade da reaproximação ainda que não seja fácil poderá ser possível quando tomarmos a iniciativa, a partir das atividades que eram vividas em comum.

Ninguém gostaria de viver tendo apenas uma pessoa como amiga, pois, sabemos que quanto maior o nosso círculo de amizades, maiores serão as oportunidades do aprendizado a partir da vivência com cada um deles. Às vezes, preferiríamos viver numa ilha, isolados de tudo e de todos, especialmente, quando experimentamos as asperezas dos desentendimentos, comuns e pertinentes, em nossas amizades.
Quem se abre aos relacionamentos deverá estar sempre disposto a resgatar a saúde do convívio, mesmo quando inúmeras situações indiquem como válvula de escape, a facilidade da fuga. leia mais

Celebramos durante o ano momentos que a Igreja nos apresenta oficio de memória por aqueles que derramaram o sangue em defesa da verdadeira fé.
A Escritura Sagrada relata o martírio de muitos santos que suportaram bravamente as conseqüências de suas convicções.
Para nós, muitas vezes, a idéia de viver o martírio de sangue nos assusta.

Poderíamos suportar as mesmas provas que suportaram os irmãos Macabeus (cf. 2 Macabeus 6,18-31)? Ou ainda o martírio de São Lourenço, que sendo amarrado, foi assado ainda vivo?


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Todas essas mensagens nos apontam como resultado a elevação dos martirizados aos altares. Tão desafiante quanto foi para os primeiros cristãos professar sua fé a ponto de sangue, faz-se necessário para nós viver um martírio tão exigente quanto aquele primeiroem nossos relacionamentos.
Nos dias atuais os algozes de nossos relacionamentos se disfarçam em atitudes egoísticas, prepotentes, autoritárias ou de completa indiferença. Defendidas em favor da necessidade de uma ‘sobrevivência’, são equivocadamente consideradas inerentes à nossa própria personalidade, as vezes conformista, justamente quando o convívio se desestabiliza. Podemos correr o risco de nos defender através de desculpas como, por exemplo: – “Sou assim mesmo! Quando me conheceram eu já era assim!, Que me amem como sou! Etc..etc”.

Os algozes de nossos relacionamentos, nos forçam a viver atitudes que tendem a nos fazer abdicar de certos princípios que elevam a saúde de nossos relacionamentos e os fazem eternizá-los.
Sem a pressa de derramar nosso sangue, esses algozes, drenam pouco a pouco de nossos relacionamentos, valores como solidariedade, compreensão, amizade, afinidade… Conduzindo-nos de maneira inteligente, sem perceber, estaremos abrindo mão dos preciosos valores em nome da urgência secular e da ‘esperteza’.

Podemos até nos permitir ceder, por fraqueza, a este novo ensinamento, defendendo como causa o fato de ser o mundo dos mais espertos.
Antes mesmo de pensarmos na possibilidade de um remoto martírio de sangue, e longe das ‘desculpinhas’ defendendo nossas tendências humanas, fixemos nossos propósitos na aceitação da urgência presente de todos os níveis de nossos relacionamentos.
Desta maneira, estaremos nos oferecendo ao martírio cotidiano do amor para cada momento que nos colocamos a viver o perdão e a reconciliação exigida para todos aqueles que aspiram por sadios relacionamentos.

Deus abençoe seus relacionamentos, um abraço

Dado Moura

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