Amizades e Encontros virtuais

Uma amizade virtual quase sempre começa perguntando: “Alguém quer teclar?”

Nos remotos tempos, começava-se uma conversa, que poderia ser o inicio de uma amizade,  perguntando ao outro: “Será que vai chover?”; hoje, a modernidade nos abraça com as salas de chat em sites de encontros. Percebemos que não é preciso se ter um lugar apropriado para que uma boa conversa se inicie, especialmente, quando estamos com nossos amigos.

Muito mais que apenas ter alguém com quem conversar, nas nossas amizades adquirimos e partilhamos conhecimentos, contamos ou relembramos histórias, experiências e até mesmo costumes. 

Não é difícil perceber, nos grupos de pessoas mais jovens, um comportamento quase comum em toda a “galera”. Da maneira como se expressam até o jeito de se vestir, parece que é repetido por toda a turma. De modo direto, refletimos no nosso comportamento, hábitos comuns do ambiente em que convivemos.
Atualmente, muito se percebe a dificuldade de algumas pessoas de escrever, sem inserir na escrita, costumes utilizados nos meios virtuais; tais como: abreviações estranhas, frases curtas ou de misturar em um email comercial, verbetes utilizados nos meios virtuais entre outras detalhes.

Não negamos os créditos da Internet quanto à sua eficiência e versatilidade. Através desta mídia, nutrimos nossos antigos relacionamentos quando separados pela distância. Parentes mantêm contato através de áudio e vídeo, minimizando a saudade e uma vez mergulhados nesse mundo cibernético que se extende em fã-pages, programas de mensagens. Facilmente, sem perceber “o amigo do meu amigo” passou a ser nosso amigo também, mesmo que não o tenhamos conhecido pessoalmente.

Por outro lado, impressiona-nos a facilidade em que começamos uma nova “amizade”, perguntando: “Alguém ker tc?”.

Há quem consiga se dividir para conversar com várias pessoas ao mesmo tempo, através de diferentes programas para trocar mensagens instantâneas, tais como o messenger, wahtsapp, ou chats em vários sites de encontros.  Esses, não se limitam apenas aos computadores mas agora também podemos encontrar na maioria dos dispositivos moveis onde se pode encontrar aplicações de encontros online como o tinder e outras semelhantes que nos permitem em poucos minutos conhecer novas pessoas e facilmente marcar encontros reais com homens ou mulheres que se encontram na nossa proximidade e que compartilham os mesmos interesses que nós..

Por horas a fio, podemos passar longos períodos conversando todo tipo de assunto sem que jamais tenha um fim. De conversas sem compromisso até muitas confidências e conselhos são trocados dentro de um relacionamento cibernético.

Contudo, não significa que uma amizade que começou no mundo digital não se torne real. Há quem mantenha grandes amizades, as quais começaram no virtual e consolidaram-se na realidade de um encontro.

Se cautela e equilíbrio são atributos que devem sempre nos acompanhar, para evoluirmos em nossos relacionamentos, precisamos estar muito mais atentos quando nos dispomos a adentrar num mundo em que fantasia e realidade convivem no mesmo “link”.

É no contato direto com nossos amigos que favorecemos o vínculo profundo em nossos sentimentos que nutrem e solidificam nossos laços fraternos. Do contrário, podemos correr o risco de ter uma extensa lista de “amigos online”, mas continuando a ir ao cinema sozinhos.

A Internet Facilitou as Traições de Mulheres Casadas Carentes?

Ninguém gosta de ser enganado ou traído, mas é algo que pode acontecer a qualquer um de nós. Um estudo revelou que as mulheres casadas carentes podem trair com mais facilidade. Com o crescimento das redes sociais e sites de encontros online, não é difícil entender a razão pela qual a internet está muitas vezes ligada a infidelidades. Mas será que a internet é realmente culpada? De acordo com um novo estudo, sim. A internet não só facilitou as traições como também as tornou viciantes.

Abordagens Tradicionais vs Abordagens Online

Antes de a internet ter o seu grande “boom”, um caso entre amantes costumava começar no escritório ou bar e eventualmente passar para uma escapadinha num quarto de motel.

Primeiro havia uma abordagem e socialização cara a cara, com intenções românticas ou sexuais, na procura de um amante. Nestes casos as casadas carentes estavam muito mais expostas.

Contudo, com o vasto alcance que a internet trouxe, a infidelidade tornou-se muito mais fácil. Há um maior “à vontade” para abordar alguém, não só porque nos sites de encontros todos têm propósitos semelhantes, mas também porque é mais fácil iniciar uma conversa ou relação a partir de casa, sem o receio de rejeição “ao vivo”.

Amizade Online ou Traição

Os sites de encontros casuais na internet facilitam a criação de novas relações, mas também desencadearam um repensar do significado do termo “infidelidade”. Afinal, se não houver contacto físico ou sexo, será traição?

Muitas pessoas utilizam esta perturbação do termo traição como alívio para a sua consciência, como é o caso das casadas carentes. Uma mulher casada que sente uma carência na sua relação com o seu parceiro, tem um sentimento de culpa por estar a trair ou a considerar fazê-lo, mas com a internet e encontros online, cria-se uma sensação de alívio de consciência, já que não há qualquer contacto físico.

Redes Sociais, Traições e Divórcios

De acordo com vários estudos, cerca de um terço dos pedidos de divórcio da última década citam a palavra “Facebook”. De acordo com estes mesmos estudos, existem três grandes razões para tal: mensagens inapropriadas, comentários negativos e boca a boca.

  • Mensagens Inapropriadas

O Facebook é uma das redes sociais mais utilizadas atualmente e pode ser utilizada para vários propósitos, sendo um deles a troca de mensagens.

Esta rede social é muito utilizada por uma grande variedade de pessoas, já que é uma rede onde se pode conectar com várias pessoas. É a rede social de conforto para as casadas carentes, já que aqui podem publicitar as suas vidas ou comunicar com pessoas, recebendo a atenção que lhes falta nos seus lares.

Salientamos que a simples troca de mensagens não implica traição, mesmo quando acontece com pessoas do sexo oposto. Contudo, a partir do momento em que estas mensagens impliquem um teor inapropriado, tornam-se então uma forma de traição.

  • Comentários Negativos

Poderá parecer estranho incluir os comentários negativos nesta temática, mas a verdade é que certos casais que já se tenham separado ou zangado devido a uma traição, tendem a iniciar um processo de “vingança” nas redes sociais, tornando sua missão mostrar ao mundo o carácter de “traidor” da outra pessoa, o que gradualmente poderá levar ao divórcio.

  • Boca a Boca

As redes sociais vieram facilitar as traições, mas também facilitaram o processo de apanhar a pessoa que trai. Isto é, tal como no mundo físico, quando reparamos que algo estranho acontece com o parceiro de um amigo, temos a tendência de falar e mostrar ao nosso amigo. O mesmo acontece nas redes sociais. O Facebook permite-nos ver o registo de atividade e reparar em certos de padrões de comportamento que não batem certo com o habitual de uma pessoa.

Traições Online: Aliciantes?

As traições online são muito diferentes das traições tradicionais, dado que começam no conforto de uma casa. Esta ideia de permanecer num ambiente seguro pode ser muito apelativa, por exemplo, no caso de uma casada carente que nunca tenha traído e tenha receio de ser apanhada.

Outra ideia sedutora, nomeadamente para pessoas com baixa autoestima, com problemas físicos ou com a necessidade de “inchar” o seu ego, é o facto de que no mundo virtual não temos de nos cingir a quem realmente somos, havendo a possibilidade de exagerar em certos aspetos da nossa vida de modo a construirmos uma própria identidade que apela a qualquer um.

Uso da Tecnologia Para Esconder Traições

As traições tradicionais são fáceis de detetar, porque é possível observar padrões de comportamentos. Contudo, o mesmo se aplica nas traições online. Hoje em dia, é impossível ter um caso amoroso extraconjugal sem que haja um trilho digital de “migalhas” a gravar todos os seus passos. Snapchats provocantes, visitas a websites estranhos, chamadas e troca de mensagens a horas impróprias são todas registadas, pelo que se torna razoavelmente fácil para um parceiro desconfiado juntar os pontos e descobrir o caso.

Portanto, terá, de facto, a internet facilitado as traições de mulheres casadas carentes?

Sim e não. Sem dúvida, a internet facilitou bastante o processo de encontrar outras pessoas interessadas em relações amorosas, relações sexuais ou simplesmente troca de mensagens ilícitas, mas também fez com que fosse mais fácil para os respetivos parceiros descobrirem estas traições. Assim sendo, o risco de ser apanhado continua a ser relevante.

Namoro em sites de relacionamentos

A maneira como alguém se inscreve num site de encontros e relacionamentos, poderá muitas vezes, atrair outro tipo de pessoa.

Namorar pode ser muitas vezes uma árdua jornada, pois aquilo que para algumas  pessoas é aparentemente fácil para outros não parece tão simples.
Algumas pessoas vêm de casamento falhados, ou de muitos namoros que não progrediram ou correram mal. Para outras, o medo de se conhecer novas pessoas  é uma barreira, pois na própria vivência de namoro, suas experiências foram sempre curtas, ou talvez o modelo de relacionamento o qual  se viveu acabaram sendo traumáticas. Muitas outras já experienciaram encontros amorosos pela internet através de sites de anúncios classificados para encontros.

Dos muitos relacionamentos falidos, poderíamos mencionar como causa  os problemas mal resolvidos ou as escolhas precipitadas sem ao menos conhecer a pessoa,  entre outras. Contudo, todos querem viver a experiência de um relacionamento.

Hoje,  a internet  tem uma participação cada vez mais significativa para cada um de nós. Isso se percebe em nossas vidas sociais, ajudando-nos a manter contato com os nossos amigos e, não será diferente a sua participação na ajuda também para conectar pessoas que desejam viver um romance .

É uma realidade em nossos dias o grande numero de sites de encontros e relacionamentos.  Temos conhecimento sobre muitos casais que se encontraram através das redes de encontros e relacionamentos, mas ainda é muito baixo o índice de satisfação e credibilidade das pessoas para esse tipo de experiência.

Contudo, não podemos negar que os sites de encontros podem ser uma maneira para alguém expandir suas opções de escolhas. Pois, através dessas ferramentas, temos a possibilidade de encontrar pessoas, mulheres , homens e mesmo casais,  de varias idades, religiões e de diferentes localidades e com propósitos  específicos diante da possibilidade de um romance ou de algo mais casual.
Entretanto, a cautela é uma exigência para a segurança dos futuros casais.

A grande pergunta que podemos fazer é: Se cometemos erros vivendo o namoro segundo os moldes antigos, como fazer diante da possibilidade de viver um namoro em site de relacionamentos virtuais?

Viver um encontro em que os casais pudessem realmente ter a chance de conversar olhando nos olhos é ainda a melhor maneira de iniciar um relacionamento.  Por outro lado, ninguém pode se arriscar em ir para um encontro, apenas porque a pessoa é atraente.

Para aquelas pessoas que se registraram num site de relacionamento, –  para que possa aproveitar dessa mais nova opção de encontrar uma pessoa disposta a viver um romance –  vale algumas precauções que poderão garantir certa segurança.

A gente sabe que o ambiente onde vamos procurar alguém para namorar tem muito a ver com o perfil de quem lá se encontra.  Da mesma forma, a maneira como alguém se inscreve num site de relacionamento, poderá muitas vezes, atrair outro tipo de pessoa.

A fim de se evitar maiores constrangimentos, é importante tornar seu perfil atraente a ponto de provocar interesse.
É bom que seja evitado aquelas frases que mais parecem ser cópias de outros perfis.

As chances de alguém se interessar entre esse ou aquele perfil, se dara com aquela pessoa que torna claro a sua verdadeira intenção para o relacionamento;  que é capaz de demonstrar  ao longo do processo de descoberta as suas características mais fortes, como sua integridade, persistência, senso de responsabilidade, suas preferências e outras coisas que poderiam ser conhecidas já nos inícios de um bate-papo.
Ao contrário daquilo que possa parecer, para muitos, aquelas fotos com poses sensuais podem atrair outro tipo de parceiros, mas não aquele que a pessoa realmente tem interesse em estabelecer vínculos.

Sabemos que as pessoas que se cadastram nesses sites, têm maturidades suficiente para saber lidar com o desinteresses da outra parte, caso o seu parceiro não atenda alguns quesitos que o outro considera importante.
Todavia, mesmo para essa modalidade de encontro, uma vez assumido o compromisso,  penso ser importante  o respeito para com o outro, enquanto ambos estiverem  investindo nesse processo de conhecimento. De outro modo, será muito desagradável para a outra parte, tomar conhecimento que na lista do seu namorado(a)  há outras centenas de possíveis candidatos (as).

Quando o ex volta a rondar

Reatar um antigo relacionamento exige muito mais prudência por parte da pessoa que foi abandonada.

Todos nós já experimentamos o resultado da participação de alguém em nossas vidas, especialmente no tempo do namoro. Sabemos que de uma maneira ou outra fomos marcados por algumas pessoas. Apesar de todos os sentimentos e sensações vividas, sempre que as atitudes e os objetivos comuns não são alcançados, por razões conhecidas somente pelo casal, resolve-se interrompê-lo.

Após o rompimento de um namoro, que durou algum tempo, é muito comum que o ex-namorado insista em novamente querer restabelecê-lo. Assim sendo, o antigo companheiro parece surgir das “cinzas” com um amor revigorado pela namorada – tentando convencê-la de que “agora será diferente”. Quase que numa atitude desesperada, ele sai literalmente no encalço da antiga namorada, com gestos que talvez – nem no tempo em que estava com ela e se dizia apaixonado –eram comuns da parte dele. Dessa forma, ele insiste em falar com a jovem por telefone, enviando-lhe bilhetes, mandando-lhe flores, forçando um encontro ao percorrer os mesmos caminhos que ela costuma fazer, congestionando a sua caixa de e-mail… Tudo na tentativa de reconquistá-la pela insistência.

Sem questionar a eficácia ou as táticas de abordagem do ex-namorado, reatar um antigo relacionamento exige muito mais prudência por parte da pessoa que foi abandonada. Se ainda houver certo carinho pelo “ex”, a reaproximação dele, com certeza, vai mexer com os sentimentos da jovem. E, certamente, a razão poderá ficar “anestesiada” com a possibilidade de reviver o romance.

Reatar um relacionamento, que não teve um desfecho feliz, em um primeiro momento vai exigir uma atenção especial, pois ninguém o termina sem motivos. Alguma coisa justificou a atitude daquele que resolveu romper o compromisso. E antes de reviver o relacionamento de “segunda-mão”, algumas precauções devem ser consideradas, como, por exemplo, esclarecer abertamente quais foram os motivos que – ele ou a namorada –, tiveram para desistir do namoro; quais as lições que aprenderam a partir da experiência vivida, considerando-se também o que poderia ser diferente desta vez. Esses são alguns questionamentos que precisam obter uma resposta satisfatória.
Somente um “por que sim” não será o suficiente para convencer alguém que alimenta um projeto de vida.
Precisa-se conhecer as razões pelas quais ele (ela) voltou a manter contato. Pois, muitas vezes, as vantagens, facilidades, intimidades ou até mesmo o conforto proporcionado pelo relacionamento vivido podem ser os motivos que o (a) levaram a querer retomá-lo, e não o sentimento e o compromisso de querer construir alguma coisa duradoura.

Um relacionamento no qual as crises, os desentendimentos e também as carências não são plenamente trabalhados e solucionados, facilmente pode se transformar num eterno vai-e-vem, em que um passa a ser apenas instrumento nas mãos do outro. De modo que o sentido, o objetivo e os propósitos do relacionamento acabam se perdendo.

É claro que aprendemos com nossos erros, e em algumas ocasiões, podemos ter tomado atitudes precipitadas e equivocadas. Mas, antes que o sintoma da “cegueira passional” tome conta da inteligência e do bom senso do casal, vale a pena relembrar todos os momentos que foram vividos. E se ainda assim desejarem viver uma segunda chance é necessário que ambos demonstrem sinais de maturidade sobre o que realmente esperam da retomada do envolvimento, estabelecendo novos objetivos para o que desejam viver de maneira frutuosa e diferente do que viveram na primeira experiência.

Namoro a distância

Namoro a distância pela internet não pode ser o único meio de sustentação de um relacionamento.

Hoje, o mundo se tornou pequeno para o alcance da web. Ninguém tem dúvidas que a internet é uma maneira de encontrar pessoas e estabelecer novas amizades.
Os locais os quais eram tidos como referência para encontrar pessoas novas como bares, praças, shoppings entre outros, passaram a ser substituídos ou ter como aliados as redes de relacionamentos à sua disposição.  

Apesar de todas as coisas que se falam sobre os encontros virtuais, inúmeros sites de relacionamentos se multiplicam na rede de computadores. De modo comum, todos eles prometem, através do uso da tecnologia, encontrar o par perfeito para quem está sozinho. Outros oferecem a possibilidade de viver um “affair” sem riscos. Esses, inclusive, se comprometem em forjar álibis perfeitos para aqueles que já estão compromissados num relacionamento.

Contudo, as pessoas que esperam ter um relacionamento amoroso, como parte de suas vidas, precisam estar muito atentas quanto as armadilhas que podem se esconder atrás de ardilosas palavras trocadas em salas de bate-papo. Entendemos que não é difícil encontrar pessoas que, na tentativa de criar um relacionamento com alguém, tenham vivido algum tipo de situação desagradável através da internet.

A proteção e o anonimato aparentemente eficaz oferecido neste meio, facilita uma certa exposição por parte de quem se deixa levar pelas primeiras impressões causada por aquele que esta do outro lado da linha; o qual nem sempre está comprometido com a verdade.
Algumas pessoas usam desse meio de comunicação por reconhecer a sua própria dificuldade de vencer a timidez ou para romper com a sua solidão. Outras se utilizam dessa tecnologia pela grande facilidade de encontrar pessoas dispostas em viver encontros sem grandes compromissos…

Todavia, há casais que se conheceram e iniciaram um namoro, através das salas de encontros virtuais. O sucesso, de casos semelhantes, foi garantido quando esses vencerem as barreiras do distanciamento e decidiram viver as experiências de namoro fora do ambiente virtual.
A internet pode até promover os encontros, mas o relacionamento não pode ser vivido apenas no âmbito virtual. Assim, para que seja evitado qualquer esvaziamento do projeto inicial dos namorados, o casal  precisará se esforçar em viver mais a realidade dos encontros pessoais.

A intenção em estabelecer um relacionamento amoroso está em encontrar alguém que se afine aos nossos projetos. E isso, nós vamos conhecer à medida que o namoro caminha e amadurece ao longo dos dias.
A pessoa que se dispõe a viver um compromisso de namoro, deve estar ciente de que é na convivência do dia-a-dia que estaremos lidando com as diferenças do outro.  É durante este período que as intenções da pessoa com quem se relaciona vão aflorar e confirmará se realmente existe a afinidade que consideramos importante.

Por essa razão que acredito não ser possível afirmar que conhecemos alguém quando o relacionamento é vivido à distância, limitando apenas ao contato virtual ou a espaçados encontros. A ausência do contato facilmente poderá camuflar uma verdadeira reação a respeito do temperamento, das qualidades e tendências da pessoa com quem esta se relacionando. Pois diante de qualquer problema ou uma leve crise entre os casais – que poderiam fazer emergir do relacionamento situações que precisassem de mudanças – esses poderiam, simplesmente, desligar o computador ao invés de resolver o impasse. Da mesma maneira, o distanciamento impedirá  de conhecer, também, as virtudes que a pessoa traz consigo.

Os contatos telefônicos, os e-mails apaixonados são até importantes para a manutenção de um relacionamento mas não substituem o valor da convivência real do dia-a-dia.  Pois, por mais perfeito que possam ser os meios aplicados pela tecnologia, nenhum deles será capaz de reproduzir aqueles sentimentos que garantirão a realização de um sonho a dois.

Amor e sexo na vida conjugal

Amor e sexo, momentos de namoro entre os casados não podem acontecer apenas nas ocasiões de celebração do casal

Dentre as muitas definições que arriscamos fazer sobre o significado da palavra “amor”, nenhuma delas poderá ser eficaz se não houver o comprometimento das pessoas, naquilo que traz a realização mútua.
Algumas pessoas vivem seu relacionamento conjugal de maneira bastante turbulenta, com abusos, violência ou em situações de egoísmo que jamais poderiam ser estabelecidas num convívio, que tem como princípio o crescimento comum. Tal relacionamento, se assim permanecer, alcançará uma condição insustentável, fazendo com que um dos cônjuges opte pela separação, ainda que tivesse se casado por amor.

Todavia, muitos casos de separação não acontecem somente pelas agressões sofridas por um dos cônjuges. Outras situações podem fazer com que os casais vivam a separação silenciosa, a qual facilmente poderá resultar no rompimento do compromisso conjugal ou permitir a abertura para relacionamentos paralelos, alegando que o amor e o encantamento dos inícios tenham desaparecido entre eles.

Em outros temas já apresentados, foi comentado da necessidade do casal fazer o resgate do romantismo, mesmo tendo acumulado algumas dezenas de anos de vida conjugal. Mas o que eu tenho recebido como resposta é sobre a dificuldade em recuperar tal sentimento, por motivo das muitas “cinzas” surgidas sobre “as brasas” daquele amor que originou o casamento. Isso porque a falta de comprometimento e atenção às outras queixas – inclusive no que diz respeito a vida sexual do casal – esvaziou-se ao longo do tempo.

Conhecemos as responsabilidades e compromissos que envolvem a vida conjugal, naquilo que é o prático para a manutenção do lar e da família. Dessas atividades,  parece ser prioritário tanto para as esposas quanto aos maridos o cumprimento de seus afazeres estabelecidos como metas do dia; mesmo que para isso, eles tenham que aplicar todo seu esforço físico. Dentro dessa dinâmica própria da vida conjugal, os casais podem deixar-se envolver  pelas muitas atividades que compreendem o seu dia a dia.
Contudo, é importante para eles se lembrarem de, também, valorizar outras atitudes que alimentam e fazem a manutenção do amor que desejam nutrir na relação entre homem e mulher. Pois se quando eles eram apenas namorados, foram capazes de fazer todas outras coisas e ainda disponibilizar um tempo para se prepararem para a (o) namorada (o); hoje, as manifestações de carinhos para com o cônjuge precisará ter o mesmo grau de importância.

Os momentos de namoro entre os casados não podem acontecer ou ser esperado apenas nas ocasiões de celebração do casal como aniversários de casamento, na ocasião de uma viagem, etc. Tampouco podem ficar presos a dias específicos da semana.
Se as inúmeras tarefas domésticas tanto para o marido quanto para a esposa roubam esses momentos, talvez, fosse interessante para os cônjuges incluírem naquilo que é de suas ocupações, também a vivência da intimidade como parte integrante do relacionamento.
A falta de atitude para uma mudança desgasta  qualquer  relacionamento e  no caso do casamento poderá minar  até  mesmo o desejo  em trocar beijos mais calorosos ou criar outros momentos de sedução, os quais poderiam propiciar a intimidade.

Construir as bases para esses momentos, acontecem quando lembramos que o nosso cônjuge também tem desejos íntimos que espera vivê-los com quem se casou. Vale notar que tal momento,  mais que extravasar  a libido, deverá ser  resultado de outros  gestos que ratificam uma união, na qual, seus efeitos extrapolam no  tempo e no contato físico. Tudo ganha um novo significado.
Assim, para evitar as famosas escapulidas ou justificativas como o cansaço, a falta de disposição, sono, preguiça e a mais conhecida de todas as desculpas –  a dor de cabeça – para se esquivarem da intimidade conjugal,  o casal optaria por aplicar também para a vida sexual, o mesmo grau de interesse com que valorizam suas outras obrigações.

É certo que  o  trabalho , as obrigações com a família e o lazer são importantes, contudo há  uma maneira própria de cada um,  fazer o  cônjuge se sentir, sempre,  o “número 1” como foi em tempos de namoro.

A experiência na vida a dois

A experiência na vida a dois tende a nos fazer mais flexíveis às situações que, em tempos anteriores, jamais cogitaríamos.

Tal como numa película cinematográfica, nossa vida é composta por vários quadros, a qual, a cada segundo vai se compondo uma história. Dentro desse roteiro da vida real, somos os diretores, roteirista, contra-regra… e também protagonista. Não vivemos apenas um enredo, mas contamos muitas histórias.
Entendemos que não somente de grandes astros e estrelas se faz um filme. Em muitas ocasiões, contamos com participação também  de pessoas que como coadjuvantes de um filme nos auxiliam na caminhada.
Sabemos que nas grandes produções  o papel dessas pessoas sempre enriquece a atuação dos atores principais.
Da mesma maneira, isso também não seria diferente para a arte de viver nossos relacionamentos.
Há pessoas que apenas passam por nós, outras entram e assumem com a gente o propósito de contar uma história a dois, que pode ser contada como amigos, namorados. Para aqueles que assumem a vida conjugal, podem contar, no futuro, a história de uma geração com conquistas, desafios, perdas e vitórias.
Seja de uma maneira ou de outra, não há como excluir as participações de pessoas que  nos ajudaram a viver as mudanças de atitudes, desenvolver a arte da paciência e da reconciliação.  Entre as muitas experiências vividas aprendemos  a dar nomes aos nossos sentimentos, equilibrar nossos desejos, a controlar nosso temperamento…

Na vida a dois essa experiência da convivência  tende a nos fazer mais flexíveis às situações que, em tempos anteriores, jamais cogitaríamos fazer qualquer tipo de ponderação.
Eu costumo dizer que a vida conjugal é uma eterna reconciliação.  Se desejamos fecundar os vínculos com quem convivemos, o ato da reconciliação é uma disposição de coração que vai nos acompanhar não somente no casamento, mas em todos os relacionamentos.

A fim de minimizar os conflitos dentro do estado de uma vida a dois, vale lembrar que todo o processo de partilha, de adaptações e conhecimento sobre a personalidade e temperamento do casal, começa a ser esboçado já no tempo de namoro.

Consequências da separação

Para os filhos, – encarar a realidade de ter seus pais vivendo em casas separadas – poderá ser um problema, tendo em vista que a referência de família e o sinônimo de proteção

Bom seria se, por todos os nossos dias, acontecessem somente coisas que tínhamos projetado viver. No entanto, toda opção contrária à nossa vontade traz para a nossa realidade o compromisso de assimilar o novo.

É sabido que muitos casamentos correm riscos de um desfecho nada parecido com as alegrias que pensavam viver. Alguns casais diante das exigências do relacionamento, podem querer abandonar o compromisso assumido, desejando, assim, recuperar o tempo que acreditam ter perdido, saindo em busca da “felicidade” que consideram ter deixado para trás. Eles chegam a considerar a separação conjugal como a solução de seus problemas, embora tenham feito votos de viver juntos por toda a vida.

Aqueles que, anteriormente, apresentavam-se abraçados em fotografias, talvez, tenham se comportado, ao longo da vida conjugal, indiferentes ou displicentes aos cuidados e carinhos necessários para a renovação do amor, sentimento que os fez investir no casamento eterno. Por mais plausíveis que sejam as razões da separação, haverá outros traumas secundários, que implicarão na vida familiar, especialmente, quando dessa relação vieram os filhos. Pois como sabemos: “Na disputa entre o mar e o rochedo quem sofre são os mariscos”. Para os filhos, – encarar a realidade de ter seus pais vivendo em casas separadas – poderá ser um problema, tendo em vista que a referência de família e o sinônimo de proteção, que todos temos, são compostos de pai, mãe e filhos.

Muitos são os relatos de filhos que experimentaram os dissabores da ruptura do casamento de seus pais. Dúvidas surgem na cabeça deles diante dessa desagradável surpresa, pois a quem irão recorrer? Quem vai ajudá-los a solucionar os impasses e inseguranças que vão aparecer ao longo de suas vidas? Ou com quem deverão morar? (Isso, quando essa escolha lhes é permitida). Além de não poderem contar com o esteio familiar como antes, deverão fazer a difícil opção entre aqueles que por eles são igualmente amados. Tudo isso significaria colocar sobre seus os ombros uma responsabilidade muito além de suas próprias forças.

Em meio a tantas situações complicadas de se gerir, não será difícil perceber no comportamento deles [filhos] a presença do medo, sentimentos de revolta, raiva, incompreensão, desconforto, além da sensação de abandono, entre outros.

Antes que as consequências dos atos dos pais repercutam na vida daqueles que se sentem impotentes diante das dificuldades dos adultos, certamente, será importante que os cônjuges falem um ao outro o que realmente desejam e esperam como contribuição para o reaquecimento da relação. Muitas vezes, nessas ocasiões a ajuda de um profissional na área da psicologia será também de grande valia. É bom lembrar que para todo e qualquer outro relacionamento, que possam pretender viver, serão exigidos o mesmo carinho, atenção, romantismo, empenho, dedicação e a leal cumplicidade para sua perpetuação.

“Em mar revolto, marinheiros não içam velas”. Estabelecer a disposição comum em reviver as simples coisas que foram deixadas para trás, será a chave para alcançar o sucesso no casamento.

As sequelas da infidelidade

O distanciamento vai induzir a pessoa a acreditar que as respostas para resolver as insatisfações na vida conjugal estão na tentativa de viver uma nova experiência sentimental.

Sabemos que, na vivência da vida conjugal, nenhum dos cônjuges está completamente cego para as imperfeições do outro. Por maior que seja o tempo de vida em comum, os defeitos da pessoa com quem convivemos, assim como os nossos, sempre devem ser minimizados ou erradicados, a fim de favorecer um ambiente harmonioso em família. A graça de um relacionamento está na atitude do cônjuge de oferecer para o outro aquilo que ele tem de melhor.

A atração recíproca que nos faz permanecer no compromisso não está na dependência física de um para com o outro, nem no medo da solidão, tampouco nas cláusulas que regem as condições de um acordo nupcial. Ainda assim, a sensação de descontentamento dentro de um estado de vida pode acontecer e se tornar cada vez mais crônica quando as crises não são observadas com a atenção necessária ou quando a denúncia de algo que não esteja a contento por parte de um dos cônjuges é omitida. Em meio aos altos e baixos da vida a dois, o casal deixa, ao agir dessa forma, de trabalhar naquilo que tem se despontado como um problema.

Com o desprezo desses cuidados, facilmente os danos de um relacionamento conturbado começam a aparecer em constantes brigas, falta de atenção, descaso e negligência nas coisas que para o outro são importantes; e como consequência disso, o individualismo começa a esvaziar a comunhão da vida do casal e da família.

De modo silencioso, o distanciamento, somado às divergências de opinião, vai induzir a pessoa a acreditar que fez uma opção errada para sua vida e que as respostas para resolver as insatisfações na vida conjugal estão na tentativa de viver uma nova experiência sentimental, deixando para trás os anos de convivência familiar, e embarcando, assim, numa paixão fugaz de um caso amoroso.

Todavia, um relacionamento extraconjugal não envolve planos a longo prazo e podemos também notar que, nesse tipo de união, quase sempre as pessoas estão convictas da superficialidade da relação. Consequentemente o “affaire” se dissipará na mesma intensidade com que teve início. Por menor que seja a duração de um relacionamento superficial, em muitos casos, as dores provocadas pela traição podem ser mais profundas do que se possa imaginar.

Para a pessoa que foi abandonada, os sentimentos estarão sempre feridos; e como família, seus membros se comportam como células de um organismo vivo, desse modo, as sequelas da infidelidade não excluirão de seu alcance também os filhos.

A restauração de um relacionamento conjugal não se faz apenas com a volta física da pessoa ao lar ou com o sustento de suas necessidades. Antes, será necessário conhecer e eliminar os motivos que favoreceram as vias da traição.

Vale a pena considerar que a atitude de sair de casa para viver um relacionamento extraconjugal só necessita do consentimento de quem se abre para esse fim. Então, restabelecer os laços rompidos pela infidelidade deste será uma tarefa de difícil adaptação, exigindo muito mais daquele que foi traído. Recompor a família das dores provocadas pela traição e viver o resgate do relacionamento vai impor ao casal dedicação, perdão e tempo.

Mais que gostar da companhia do cônjuge ao nosso lado ou sentir falta das crianças, por exemplo, a beleza singular dos relacionamentos está na disposição de compartilhar vidas ao percebermos na outra pessoa a reciprocidade de todas as nossas manifestações de carinho e disposição para o compromisso em comum.

Fidelidade: coisa fora de moda?

Muitos equipamentos eletrônicos têm como característica de sua performance a fidelidade na reprodução dos sons e imagens. Esta característica, que é valorizado nesses equipamentos, parece estar correndo risco de vida, quando relacionada a fidelidade exigida nas relações entre as pessoas. Percebemos que políticos não são fieis às suas ideologias nem aos seus eleitores; assim como pessoas que vivem sob o vínculo de um relacionamento também atropelam a fidelidade quando a consideram uma virtude fora de moda ou buscam realizar desejos reprimidos por muito tempo.

Assumir com responsabilidade compromissos com uma pessoa ou instituição exige que manifestemos concordância com seus princípios por meio da sinceridade de nossos atos. Acredito que a fidelidade está aliada à confiança – as quais, juntas – exigem renúncias por parte daqueles que as valorizam. Sabemos que a ausência de uma dessas virtudes traz instabilidade e insegurança para a harmonia dos relacionamentos.

Para justificar os atos de infidelidade, muitas novelas e programas de televisão tratam o assunto como se fosse algo comum, e na maioria das vezes atribuem à ausência de afeto, carinho e atenção como sendo os pivôs deste ato falho.

A reação de certo conformismo para o ato de infidelidade parece ser facilmente tolerado quando se considera a hipótese de se experimentar breves momentos de felicidade que não inspiram vínculos. No entanto, precisamos estar atentos aos efeitos maléficos desse ato. Ao contrário do que possam exigir nossas carências e apelos de nossos mais primitivos instintos, temos de ter consciência dos reflexos negativos que podem ofuscar nossos valores e princípios.

Na vida a dois, facilmente as pequenas discussões ou desatenções ganham proporções exageradas de um dia para o outro. Ao final de uma semana, os casais podem mal se tocar ou conversar, e se tal situação se prolongar, em pouco tempo, poderão até considerar a possibilidade de encontrar alguém que possa suprir suas carências. Diante de momentos de fragilidade, ocasionados pelo sentimento de abandono e desatenção, não será difícil encontrar alguém que se disponha a ser a personificação da “boa intenção”.

Se os indícios de uma traição contaminar a base que a sustenta, certamente a fidelidade e a confiança estabelecidas no compromisso de amor não serão mais as mesmas. Antes mesmo de dar asas à “serpente” vale a pena corrigir os acidentes de percurso dos relacionamentos, como a falta de atenção e de solidariedade, entre outros. Assim não experimentaremos o amargor do arrependimento de ter lançado “pérolas aos porcos”.